Skip to main content

SNIEAB Feeds

Conteúdo sindicalizado
Serviço de Notícias da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil
Atualizado: 17 minutos 31 segundos atrás

Palavra do Bispo Primaz da IEAB sobre a “nova província anglicana do Brasil”

ter, 15/05/2018 - 10:25

Santa Maria, 15 de maio de 2018

Irmãos e irmãs
Tenho assistido a diversas manifestações nos últimos dias a respeito da criação de uma “província” anglicana do Brasil. Através de redes sociais, tem sido anunciada esta nova organização eclesiástica que se auto-define como anglicanos fiéis à Escritura que não aderiram ao chamado “liberalismo teológico”.
Em longo texto de apresentação, em sua página do Facebook, esta “província” se assume como sucessora de movimentos de reavivamento evangélico que teve sua origem na cidade do Recife e foi inspirado por um conjunto de lideranças que pertenceram à Diocese Anglicana do Recife.
Este é o grupo que rompeu com a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, em 2004, apropriando-se de templos e imóveis da IEAB e causando um cisma que quase destruiu a diocese, naquela década de tantos conflitos dentro da Comunhão Anglicana.
Após um longo período de disputa judicial, finalmente a Justiça deu ganho de causa à IEAB declarando-a legítima detentora dos templos e propriedades. Estes templos hoje estão gradativamente sendo os espaços de reconstrução missionária da Diocese Anglicana do Recife.
É importante esclarecer ao público que esta “província” anglicana do Brasil não tem comunhão a Sé de Cantuária, não estando submetida ao Arcebispo de Cantuária, mas a uma aliança de conservadores sob a direção do Primaz de Uganda, Stanley Ntagali, um dos líderes de contestação ao Arcebispo Justin Welby, que inclusive boicotou a última reunião dos Primazes, realizada em Cantuária, em outubro passado.
Como Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, conclamo nossos fiéis a estarem atentos para não serem identificados com este movimento. Inclusive, mediante redes sociais, muitos dos nossos fiéis, e alguns líderes têm sido associados à página chamada Beleza da Igreja Anglicana. Isso causa confusão porque há inclusive uso indevido de fotos de comunidades da IEAB como se fossem parte dessa tal “província”.
É muito importante deixar claro que não temos nenhuma relação, comunicação ou intenção de relação com esta dita província anglicana. Este alerta serve também para os nossos parceiros ecumênicos. A liberdade de organização é um direito constitucional em nosso país e, portanto, não queremos estabelecer nenhuma relação conflitiva no campo eclesial e teológico com este segmento.
Conforme expressou o Secretário Geral da Comunhão Anglicana, arcebispo Josiah Idowu-Fearon ao Church Times: “Esta província não é reconhecida como em comunhão com Cantuária. A última província oficialmente reconhecida pela Comunhão é a do Sudão do Sul, criada em 2017. Portanto não há nenhuma nova província”. Indagado pela repórter do mesmo jornal, respondi que “nossa IEAB é parte do movimento de Jesus e estamos dispostos a fazer o que ele nos pede: acolher todas as pessoas com amor e viver em justiça e em verdade”.
Francisco de Assis da Silva

Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

Diocesano em Santa Maria

Um novo amanhecer para a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, ao celebrar sua primeira bispa

qui, 26/04/2018 - 16:14

No último sábado, 21 de abril de 2018, muitos brasileiros e brasileiras celebraram a vida de Tiradentes, um dos mártires da Inconfidência Mineira. Para os anglicanos e anglicanas da Amazônia, entretanto, o dia foi muito mais simbólico, pois significava um novo começo para a maior diocese brasileira em área territorial.

A quadra poliesportiva da Catedral de Santa Maria estava lotada com pessoas de toda a diocese, visitantes de outras partes do país e também do mundo, de modo a dar testemunho da sagração da Revma. Bispa Marinez Bassotto, a primeira bispa anglicana da América do Sul, chamada a liderar essa diocese pelos anos vindouros. Havia tantas pessoas que a Catedral não tinha como acomodá-las no santuário. A cerimônia teve de ocorrer na quadra.


A liturgia foi preenchida com costumes locais, incluindo danças caboclas na apresentação do Evangelho, oferendas de frutas e vegetais locais e um conjunto de galhetas, cálices e patenas em cerâmica marajoara. A chuva – tão comum na Amazônia – também se fez presente, com diversas rajadas acontecendo durante o ofício. Felizmente, a quadra era coberta, então ninguém se molhou!

Presidiu a cerimônia o Revmo. Bispo Francisco de Assis da Silva, Diocesano de Santa Maria (Sul-Ocidental) e Primaz da IEAB. A Revma. Bispa Linda Nicholls , Diocesana de Huron (Igreja Anglicana do Canadá) foi a pregadora. As dioceses da Amazônia e Huron têm um processo de companheirismo longo e duradouro. Também estava lá a Revma. Bispa Griselda Delgado del Carpio, diocesana de Cuba (Igreja Episcopal). As bispas Marinez e Griselda são duas de três bispas latino-americanas na tradição anglicana. A primeira, Revma. Nerva Cot Aguilera, serviu como sufragânea de Cuba e foi chamada à eternidade em 2010. Diversos outros clérigos e clérigas das três ordens, bem como leigos e leigas, serviram em uma diversidade de papéis litúrgicos.

Marinez é casada com Paulo e tem duas filhas: Luísa e Laura. Antes de haver sido eleita bispa, serviu paróquias na grande Porto Alegre, incluindo aí sua longa experiência como Deã da Catedral da Santíssima Trindade. Também participou de diversas comissões nacionais, como a Comissão Nacional de Liturgia e a Comissão Nacional de Diaconia. Também tem servido como Custódia do Livro de Oração Comum. Agora, ela é chamada a ser pastora e mãe em Deus de uma diocese no outro lado do país. É uma grande mudança para ela e sua família. Todas as orações são bem vindas.

“Um telhado de vidro de 33 anos foi esfacelado”, mencionou a Revda. Carmen Etel Alves Gomes, primeira mulher ordenada no Brasil, em 1985. Em 1984, a IEAB havia realizado mudanças canônicas permitindo a ordenação de mulheres às três ordens desde então. Entretanto, apesar de haverem sido ordenadas tantas mulheres ao diaconato e presbiterado (sacerdócio), nenhuma ainda havia sido eleita e sagrada bispa. A sagração da bispa Marinez demonstra que, também para a IEAB, de fato “não há homem ou mulher, pois somos um em Cristo Jesus”.

Rev. Luiz Coelho

ENCONTRO NACIONAL LGBT da IEAB

ter, 17/04/2018 - 12:18

Uma oportunidade de partilha pastoral, cuidado mútuo, estudo bíblico, oração e teologia libertadora!

25 a 27 de Maio de 2018 em Brasília/DF

Hospedagem e alimentação gratuitas!

Informações sobre o evento em: enlgbtieab@gmail.com

CARTAZ DA CONFELIDER E SÍNODO GERAL 2018

sex, 13/04/2018 - 12:17

O Conselho Executivo do Sínodo acolheu a proposta de cartaz para a divulgação da Confelider e Sínodo Geral 2018. A proposta de cartaz foi elaborada e encaminhada pelo Grupo Executivo da Confelider Nacional para ser usada por toda a IEAB.

Saiba mais sobre a CONFELIDER e sobre o SÍNODO GERAL 2018 no site oficial da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil: http://ieab.org.br/   Veja como procurar:


Mensagem Pastoral da Câmara Episcopal da IEAB

ter, 10/04/2018 - 09:26

Mensagem Pastoral da Câmara Episcopal da IEAB: Uma palavra a respeito dos recentes desafios da vida nacional

Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície. Assim são vocês: por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade” (Mt 23:27-28)

A Câmara Episcopal da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil-IEAB, seguindo o discernimento sobre a conjuntura política brasileira já publicamente expresso em seus posicionamentos desde 2016, isoladamente ou em conjunto com outras Igrejas, vem mais uma vez repelir e denunciar agravamento das tensões e o ataque ao Estado Democrático de Direito no Brasil, em especial por ocasião dos últimos acontecimentos com a prisão do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Pois “A minha boca falará sem cessar da tua justiça e dos teus incontáveis atos de salvação. Falarei dos teus feitos poderosos, ó Soberano Senhor; proclamarei a tua justiça, unicamente a tua justiça. Desde a minha juventude, ó Deus, tens me ensinado, e até hoje eu anuncio as tuas maravilhas”.  Salmos 71:15-17

A convergência de diversos fatores como o mau funcionamento das instituições responsáveis pela sustentação da democracia, a falta de autoridade e de legitimidade dos Poderes da República e os interesses de poderosos setores da mídia tradicional e da sociedade civil (notadamente, associações patronais e de proprietários de terras e movimentos politicamente de direita), tem produzido um gravíssimo desmonte das conquistas democráticas das últimas três décadas, inclusive muitas consagradas na Constituição de 1988.

O ritmo do Golpe de 2016 tem expresso uma ânsia por aprofundar ao máximo e no menor espaço de tempo possível a reversão de direitos sociais e trabalhistas, a privatização de serviços públicos e riquezas naturais e mecanismos legais e de política pública para o enfrentamento da pobreza e de promoção da igualdade social, étnico-racial e de gênero.

A Comunhão Anglicana no mundo, em três de suas cinco marcas da missão, compromete-se a: (a) responder às necessidades humanas com amor; (b) procurar a transformação das estruturas injustas da sociedade, desafiar toda espécie de violência, e buscar a paz e a reconciliação; e (c) lutar para salvaguardar a integridade da Criação, sustentar e renovar a vida da terra. Frente a estes princípios de fé, entendemos que a atual situação  brasileira atenta gravemente contra esses compromissos e desafia a missão cristã no país ao chamado da fidelidade ao Evangelho da Justiça, do Cuidado, do Amor e do Diálogo respeitoso e constante.

Em particular, denunciamos  interpretações que reforcem o ódio, o malquerer, a injustiça e o uso/abuso do poder para aprofundar desigualdades, manter privilégios de qualquer grupo e agredir a natureza porque se chocam com nosso entendimento da fé cristã.

Por isso, conclamamos as pessoas comprometidas com a democracia e o Estado de Direito, de qualquer fé ou sem nenhuma, dentro e fora das instituições de governo, a elevarem as suas vozes corajosamente, mobilizarem-se coletivamente e denunciarem insistentemente, aqui e ao mundo, as violações de direitos que se praticam hoje no Brasil.

Como pessoas cristãs, advertimos para a dimensão confessional e de testemunho que a situação atual exigi das pessoas em termos de obediência e ação.

Orar sem cessar e trabalhar intensamente para que a verdade prevaleça e a justiça seja feita; o amor seja o pão nosso de cada dia. E que as pessoas que são perseguidas por causa do seu compromisso com a justiça, contra a fome e a desigualdade, se sintam amparadas por essa comunidade global que as apoiam, sustenta e se conecta a elas em oração.“Buscai a justiça e tudo o mais vos será acrescentado”. Por isso, irmãs e irmãos “orem sem cessar” e profetizem nas ruas que só a “verdade vos libertará”.

“Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa”. (Mateus 5:10-11)

Pela democracia, pela justiça, pelo testemunho evangélico!

Santa Maria, 10 de abril de 2018

Dom Francisco de Assis da Silva, Primaz e diocesano em Santa Maria

Dom Naudal Alves Gomes, Diocese Anglicana de Curitiba

Dom Maurício Andrade, Diocese Anglicana de Brasilia

Dom Renato Raatz, Diocese Anglicana de Pelotas

Dom Humberto Maiztegui, Diocese Meridional

Dom João Peixoto, Diocese Anglicana do Recife

Dom Eduardo Grillo, Diocese Anglicana do Rio de Janeiro

Dom Clovis Erly Rodrigues, emérito

Dom Almir dos Santos, emérito

Dom Celso Franco, emérito

Dom Jubal Pereira Neves, emérito

Dom Filadelfo Oliveira, emérito

Dom Saulo Mauricio de Barros, emérito

Revda Cônega Marinez Bassotto, bispa eleita

MULHERES ORDENADAS REPUDIAM A GRAVE PERSEGUIÇÃO POLÍTICA CONTRA LULA

dom, 08/04/2018 - 21:19

MULHERES ORDENADAS DA IEAB – IGREJA EPISCOPAL ANGLICANA DO BRASIL REPUDIAM A GRAVE PERSEGUIÇÃO POLÍTICA CONTRA LULA

“Na verdade, um fruto de justiça é semeado na paz para quem trabalha pela paz.” Tiago 3,18

Nós, Mulheres Ordenadas (Diáconas, Presbíteras e Bispa Eleita), da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, registramos nossa INDIGNAÇÃO e nosso REPÚDIO, À GRAVE PERSEGUIÇÃO POLÍTICA CONTRA o ex-presidente Luis Inácio LULA da Silva.

Consideramos honrosa e democrática a trajetória deste trabalhador brasileiro até chegar à Presidência da República. Ao assumir a direção do país tirou 40 milhões de brasileiros e brasileiras da linha da pobreza, implementando programas sociais, empoderando as mulheres com a criação da Secretária Especial de Políticas para Mulheres. LULA pagou o FMI, combateu o desemprego, manteve as leis trabalhistas, e ainda elevou o Brasil à sexta economia mundial. Empregou os recursos do país na melhoria da condição de vida para todos.

Constatamos que LULA sempre respeitou a justiça brasileira em todos os trâmites do processo que sofreu, em meio à pressa assustadora dos envolvidos em julgá-lo e condená-lo por corrupção. O poder judiciário brasileiro, no entanto, não respeitou o direito de contraditório e ampla defesa reiteradas vezes, condenando-o sem a imparcialidade necessária, culminando com uma apressada sentença de prisão, qualificando GRAVE PERSEGUIÇÃO POLÍTICA.

Somos mulheres indignadas por vermos o ex-presidente LULA ser condenado por crimes que seus julgadores e julgadoras jamais conseguiram provar, sem direito de recorrer às últimas instâncias em liberdade, culminando com sentença de prisão, na mesma época em que sua liderança política é reconhecida internacionalmente, tendo sido indicado oficialmente para concorrer ao Prêmio Nobel da Paz, pelo combate à fome no Brasil.

Somos mulheres inspiradas pela Ruah Divina e imitadoras do Cristo da fé, o qual fez história por assumir o compromisso com a dignidade humana, a justiça e a paz. Nós não vamos perder a esperança.

Somos mulheres que unimos nossas vozes na luta por um país democrático e no respeito à dignidade humana.

Somos ministras fiéis à nossa aliança batismal, conforme o nosso Livro de Oração Comum, na pág. 555, onde prometemos procurar transformar as estruturas injustas da sociedade, desafiando toda a sorte de violência, respeitando a dignidade de toda pessoa humana e buscando a paz e a reconciliação.

Assim faremos com a ajuda de Deus.

Subscrevemos,

1. Marinez Rosa dos Santos Bassotto, Bispa Eleita, Belém, PA.

2. Lilian Conceição da Silva, Presbítera, Recife, PE.

3. Inamar Corrêa de Souza, Presbítera, Rio de Janeiro, RJ.

4. Carmem Etel, Presbítera, Porto Alegre, RS.

5. Lilian Pereira da Costa Linhares, Presbítera, Caruaru, PE.

6. Lucia Dal Pont, Presbítera, Londrina, PR.

7. Jocinéia Saldanha Perpétuo, Presbítera, Rio de Janeiro, RJ.

8. Rosemary Ferreira da Cunha, Presbítera, Olinda, PE.

9. Maria das Graças Bernardino, Diácona, Cascavel, PR.

10. Bianca Daébs Seixas Almeida, Diácona, Salvador, BA.

11. Noilves Rosa da Silva, Presbítera, Concórdia, SC.

12. Volnice Maria de Almeida, Postulante, Londrina, PR.

13. Keila Bichet, Presbítera, Tubarão, SC

14. Lúcia Borges, Presbítera, Aliança, TO.

15. Leane Rachel Kurtz de Almeida, Presbítera, Canoas, RS.

16. Meriglei B. S. Simim, Presbítera, Nova Lima, MG.

17. Selma A. Rosa, Diácona, Londrina, RS.

18. Carmem Akemi Kawano, Presbítera, São Paulo, SP.

19. Maria Isabel R. Lima, Diácona, Canguçu, RS.

20. Neusa Mara Pereira Valério, Pelotas, RS.

21. Arlinda Pereira, Presbítera, Rio de Janeiro, RJ.

22. Maytee de La Torre Diaz, Diácona, Ariquemes, RO

23. Elaine M. Escaravajal Nascimento, Presbítera, Santo Antônio da Patrulha, RS.

24. Lidia Kistemacher, Presbítera, Florianópolis, SC.

25. Cláudia Regina Prates Batista, Presbítera, Porto Alegre, RS.

26. Taís Soares Feldens, Presbítera, Porto Alegre, RS.

27. Elineide Ferreira Oliveira, Diácona, Ariquemes, RO.

28. Tatiana Ribeiro, Presbítera, Brasília, DF.

29. Eliane Cristina Vieira, Presbítera, Caaporã, PB.

30. Tatiane Vidal dos Reis, Diácona, Novo Hamburgo, RS.

Mensagem de Páscoa do Primaz

sab, 31/03/2018 - 09:30

Quando viveremos de fato a Páscoa que almejamos?

Irmãos e Irmãs,

Nosso país precisa ser explicado até para nós brasileiros. Qualquer observador atento fica extremamente confuso com a forma como funcionam os mecanismos de nossa sociedade. Olhamos ao nosso redor e as cenas causam-nos ainda mais estupefação.

O nosso cotidiano se transforma a cada dia numa rotina de violência institucional. Há uma percepção de que a banalização da violência anestesia nossos sentimentos e ficamos com aquela sensação de que o melhor a fazer é “abstrair e fingir demência” .

A rotina de chacinas, mortes e tiroteios nas grandes capitais e nas favelas e periferias apontam para uma situação que pode se tornar incontrolável. A maneira como a justiça age seletivamente com algumas pessoas, enquanto condena outras sob condições intoleráveis envergonha qualquer um que tenha um senso de segurança jurídica.

A articulação de forças políticas violentas cada vez mais ativas denunciam o profundo estado de polarização política que ameaçam inclusive o desfecho das eleições gerais este ano. O debate tem dado lugar a discursos de ódio. Estas forças políticas e econômicas com o apoio da mídia torna ainda mais sombria a realidade de nosso país.

Diante disso cabe a pergunta: como viver a Páscoa neste tão desafiador contexto? Nos sentimos como os discípulos a caminho de Emaús. Precisamos retomar os fundamentos da nossa fé. Somente ela pode  alimentar a chama da nossa confiança no Deus da Vida.

Muitas vezes sucumbimos à realidade e fica difícil enxergar o milagre que se coloca diante de nós e que nossos olhos teimam em não ver. Maria Madalena reagiu assim no primeiro momento, pois não conseguiu enxergar Jesus diante de si até que ele mesmo a chama pelo nome. Nesse contexto ela o reconhece pela voz, qual ovelha reconhece a voz do seu pastor. E ai o milagre acontece.

Peçamos a Deus que nos ensine a enxergar os sinais de vida mesmo em meio a tantas manifestações de morte. Quando nós mesmos estivermos abertos a ouvir a Sua voz (à maneira de Maria) e confiarmos que o poder da cruz não é maior que o poder daquele que a assumiu por amor aí sim, enxergaremos que tudo se faz novo. Nossa sociedade só deixará de perpetrar a desigualdade, a injustiça e a violência quando a luz invadir suas estruturas e dissipar a noite escura que a domina.

Cristo triunfou sobre a sepultura, conquistou a morte e derrotou o inferno. Este é o poder da ressurreição. Esse poder é o que pode transformar de verdade esta velha ordem e colocar em nosso peito um novo coração, uma nova vida e uma nova esperança.

Abençoada Páscoa!

++Francisco de Assis da Silva

Primaz do Brasil

FAMA – Seminário Internacional Ecumênico

sex, 16/03/2018 - 16:07

O Seminário Internacional Ecumênico “Água como Bem Comum: Desafios para os Povos da América Latina e Caribe”, que acontecerá neste  sábado (17/03) em Brasília, como parte da programação auto-gestionada do FAMA. O Seminário é liderado pela Christian Aid, com apoio da Aliança ACT, e contará com participantes de 8 países diferentes: Argentina, Brasil, Bolívia, Colômbia, Cuba, Guatemala, El Salvador e Equador  e 15 organizações que se juntarão para compartilhar desafios e planejar ações conjuntas. O evento deverá ter transmissão ao vivo, e será utilizado o Twitter para compartilhar o conteúdo.

Você pode fazer o download do aquivo em PDF  da programação:  PT_programacao_seminario_CA

Material da SOUC 2018 já está disponível

ter, 06/03/2018 - 17:48

Irmãos e irmãs,

Informamos que o material da Semana de Oração pela Unidade Cristã de 2018 já está disponível. É importante motivarmos grupos, comunidades para solicitarem o material pelo e-mail: conic@conic.org.br

08 de Março: Dia Internacional da Mulher

ter, 06/03/2018 - 12:13

Dia Internacional da Mulher: um caminho que é preciso continuar desbravando

“Elevo a minha voz não para gritar mas para garantir que as todas as pessoas que não tem voz sejam escutadas. Não podemos ter JUSTIÇA  enquanto a metade de nós se encontra silenciada” Malala Youzafzai, Prêmio Nobel da Paz

Irmãos e irmãs,
Vivemos dias especiais em nossa Província com a aproximação da festa de sagração e instalação de nossa bispa eleita Revda. Cônega Marinez Bassotto. A IEAB após de 33 anos da primeira ordenação feminina às Sagradas Ordens, estamos na expectativa de que mais duas bispas se façam presentes, para juntas com outros bispos da IEAB, conferirmos a ordem do episcopado à primeira bispa brasileira. Digo isso com alegria, porque sei que esta será  mais uma barreira à ser superada.

Infelizmente em nossa sociedade patriarcal nem sempre podemos atestar este avanço. Vivemos um tempo de retrocessos patrocinados por quem detém o poder no Estado brasileiro. A violência contra as mulheres tem se ampliado. A exclusão de direitos sociais tem se tornado sistemática contra os segmentos mais vulneráveis da sociedade e, claro, entre todos, as mulheres se tornam suas maiores vítimas.

Projetos de interesse das mulheres no Congresso Nacional tem sido relegados a um segundo plano enquanto pautas conservadoras se colocam na linha de frente, inclusive a própria intenção de reverter – por interesses econômicos – os avanços do estatuto do Desarmamento. É bom lembrar que se essa flexibilização acontecer as estatísticas de feminicídio só tenderão a aumentar.

Durante os próximos dias, em Nova York, 44 representantes de diversas Províncias da Comunhão Anglicana estarão discutindo a promoção e o empoderamento de mulheres e meninas no contexto rural, onde o acesso à terra e aos recursos é completamente dominado pelos homens. A nota triste deste ano é que nossa Província não estará representada pela primeira vez em tantos anos: por conta do preconceito xenófobo e sexista do governo Trump, o visto para nossa representante, Revda Elineide Ferreira, nomeada pelo Primaz, foi recusado sucessivamente duas vezes. Lamentável esta postura – que também atingiu desta vez outras representantes de países africanos e muçulmanos.

Temos muito a desbravar neste caminho da busca da igualdade de gênero. Certamente ainda existem muitas barreiras que o sistema capitalista, baseado na meritocracia, tem imposto às mulheres no mundo e em nosso país. É preciso continuar lutando e esta luta é de todas as pessoas de boa vontade. Homens e mulheres são chamados a se comprometer com um novo olhar, um novo jeito e construir um outro mundo possível. Esse novo olhar vem de uma hermenêutica libertadora, a partir dos óculos das pessoas que conhecem a opressão.

Assim,  desafio nossas Dioceses, Paróquias e Missões a apoiarem ou darem visibilidade às ações em favor de direitos de nossas mulheres, quer sejam nos espaços litúrgicos, quer sejam em outros espaços da sociedade brasileira. Como pessoas episcopais, juntemos esforços para que os núcleos da União das Mulheres Episcopais Anglicanas do Brasil (UMEAB) sejam faróis de esperança e presenças do Reino de Deus nos seus bairros, em suas regiões e nas suas cidades, em todos os dias do ano. Que valha a máxima: NENHUM DIREITO A MENOS!

Somos pessoas chamadas a renovar o nosso entendimento e o nosso compromisso com o Evangelho que se levanta contra toda forma de discriminação.

++Francisco, Santa Maria

Primaz do Brasil

Primaz da IEAB Apoia Ação Junto às Pessoas Indígenas de Dourados

sex, 02/03/2018 - 10:32
PARÓQUIA DA INCLUSÃO ASSUME AJUDA EMERGENCIAL AOS INDÍGENAS DE DOURADOS A Paróquia da Inclusão, graças a uma comissão liderada pelo Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Dom Francisco de Assis – que articulou com órgãos responsáveis da Comunhão Anglicana uma quantia de R$ 15.000,00, assumirá um processo de atendimento emergencial às aldeias indígenas da Nação Kaiowá Guarani, no município de Dourados-MS. Estas comunidades, a tempos, tem resistido ao processo de expropriação de suas terras neste município. Esta resistência, vez em quando, se convertem em confrontos abertos com policiais militares, jagunços de latifundiários e outros agentes que buscam a força retirá-los de sua  terra. O Mato Grosso do Sul, especialmente a região de Dourados, é uma dos maiores focos dos problemas decorrentes da ausência da demarcação das terras indígenas no país. A partir deste recurso, a Comunidade da Inclusão irá iniciar um trabalho de auxílio emergencial à comunidades Guarani de Dourados que não conseguiram se restabelecer do último confronto com agentes federais. Este auxílio será feito com o recurso conseguido através da Secretaria provincial da IEAB se será destinado a compra de alimentos e reconstrução das casas de oração, símbolo de resistência Guarani. Esta ação será auxiliada pelo CEBI e CIMI de Dourados que indicarão as comunidades em situação de maior vulnerabilidade. A primeira etapa desta ação foi feita na última reunião, dia  21/02 com o representante do CEBI de Campo Grande, o professor e biblista Edmilson Schinelo, que entrou em contato com o CIMI de Dourados. A reunião foi feita na Comunidade da Inclusão e estiveram presentes: o Rev. Hugo Sanchez, pároco desta comunidade, Lúcia Sanchez, tesoureira e o Ir. Victor Hugo, OSAB. MATÉRIA DO BLOG DA PARÓQUIA DA INCLUSÃO/CAMPO GRANDE/DISTRITO MISSIONÁRIO ANGLICANO SAIBA MAIS AQUI

DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO

sex, 02/03/2018 - 10:22
MENSAGEM DO BISPO PRIMAZ DA IEAB Irmãos e Irmãs, Hoje, em todo o mundo, a Igreja se reúne para celebrar um dia especial de oração pela unidade e pelo serviço. Este momento de oração tem uma característica própria e muito relevante: é liderado pelas mulheres! Cada ano o Dia Mundial de Oração se dedica a orar e fazer as mulheres refletirem sobre a realidade de um país. Para este ano, o Suriname será lembrado dentro de uma temática sobre a Criação de Deus. Em nossa Província, as mulheres em diversos lugares estarão se reunindo com as irmãs de outras Igrejas para um momento de vivência ecumênica e de compromisso com a missão. Trata-se de uma oportunidade ímpar de as mulheres se sentirem ligadas em uma sororidade que se afirma pela oração e pelo serviço. Cada vez mais, para além da oração (papel historicamente relegado pela cultura patriarcal às mulheres) elas propõem um jeito diferente de intervir na dura realidade social e cultural de muitos países, onde as mulheres sofrem diversas modalidades de discriminação. Cada vez mais nos sentimos abençoados por este protagonismo de nossas mulheres. Cada dia mais estamos avançando na busca da igualdade de gênero e, não por acaso, ontem, foi sagrada a primeira mulher bispa da Igreja Episcopal Escocesa. No próximo mês estaremos sagrando a Revda Cônega Marinez Bassotto como a primeira mulher bispa da IEAB. Estes passos são muito importantes para que resgatemos a universalidade da graça que se dirige a todas as pessoas, independente de raça, gênero e condição social. Desejo a toda a Igreja um abençoado Dia Mundial de Oração. Que nossas comunidades acolham com alegria as irmãs de outras confissões cristãs para este grande compartilhamento da fé, da intercessão e do amor! Deus vos abençoe,

Francisco de Assis da Silva

Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

Diocesano em Santa Maria

MENSAGEM PARA QUARESMA DO BISPO PRIMAZ

qua, 14/02/2018 - 10:50

“…E, assim como conheces as nossas fraquezas, permite que cada qual encontre em ti o poder da salvação”

Coleta para o primeiro domingo da Quaresma

Irmãos e Irmãs, A Quaresma segundo o Lecionário do Ano B, começa com o Evangelho de Marcos que faz a conexão didática entre o batismo e a experiência do deserto. E esta proposta tão claramente exposta no exige uma séria reflexão sobre o que significa viver este tempo litúrgico. O Pacto Batismal que afirmamos no cotidiano de nossa vivência de fé e que é parte essencial de nossa identidade cristã nos coloca em conflito com as forças do mal e nos fazem passar a experiencia do deserto. Não é por acaso que a terceira pergunta na liturgia batismal é exatamente acerca da renuncia ao mal. A resposta a esta pergunta é o que nos coloca em rota de colisão com o sistema de opressão. E assumir essa luta é colocar-se no deserto. Falo aqui dos desertos pessoais, dos desertos institucionais e dos desertos espirituais. Neles se travam batalhas tremendas e  se desenrolam sucessivos conflitos que nos arrastam até à exaustão, a exemplo de Jesus.Nossas fraquezas ficam expostas e somente a graça de Deus nos pode socorrer neste duro embate. Quando olhamos para a sociedade, pensamos: por que precisamos assistir tanta violência? por que precisamos conviver com tamanha desigualdade entre as pessoas? Por que o poder está em uma escala de valor superior ao amor? E nos movimentamos num terreno árido onde perpassam mais perguntas que respostas. Quando olhamos para a Igreja fazemos também muitas perguntas de como podemos ainda continuar divididos por questões de poder. Como podemos ainda, depois de sermos assegurados de que o Senhor está conosco todo o tempo, viver a dor da divisão, a dor das injustiças e porque muitas vezes o amor está tão distante de ser vivido no cotidiano das pessoas. Jesus viveu esta angústia profundamente. Ele teve que defrontar-se com armadilhas ardilosas preparadas para o seu tropeço. O que o guardou de tudo isso foi a Palavra de Deus. Foi ela que, guardada no seu coração, iluminou a sua mente e o seu coração durante a sua experiencia de deserto. Ao final, exausto, com fome, frágil, os anjos vieram servi-lo. Conclamo a Igreja brasileira a viver a sua experiencia quaresmal com humildade e profundo desejo de que Deus sare as nossas feridas. Que seja um tempo de reflexão e oração profundas. Que seja um tempo onde a gente aprenda a inverter alguns valores na nossa vida como pessoas e na nossa vida como Igreja: mais amor e menos divisão; mais serviço e menos poder: mais oração e menos discurso. Uma abençoada Quaresma para todas a pessoas! Santa Maria, 14 de fevereiro de 2018 ++Francisco, Santa Maria Primaz do Brasil

Um Jejum Diferente para Quaresma!

qui, 08/02/2018 - 16:25
A Paz de Cristo esteja com vocês! A Rede Lusófona, reunida ano passado, que congrega anglicanos de fala portuguesa, entre outras coisas, comprometeu-se em “cuidar da criação de Deus”, que é uma das marca da Missão. Assim, criou uma página no face book “Green Anglicans – Rede Lusófona” com a intensão de integrar so anglicanos dessa rede a uma outra a “Rede Anglicana do meio ambiente” que é coordenada pela Revda. Dra. Rachel Mash, da Cidade do Cabo, África do Sul. Esse rede da Comunhão Anglicana se soma ao Movimento Católico Mundial pelo cuidado da criação planejando e atuando em diversas ações, dentre elas o Jejum pela Criação para ser pratica durante a quaresma. Vejam o quadro proposta abaixo, motivemos nossos irmãos e irmãs de nossas comunidades para que participem desse movimento, podendo e devendo, logicamente, implementar, na medida do possível, ainda mais essas atitudes propostas. Ou acesse: Jejum Quaresma No amor fraternal de Jesus Cristo, nosso Salvado, com minhas orações e bênção, + Dom Naudal Gomes Bispo da Diocese Anglicana de Curitiba Comissão de Incidência Pública da IEAB