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Conteúdo sindicalizado
Serviço de Notícias da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil
Atualizado: 13 minutos 49 segundos atrás

Pronunciamento da Câmara Clerical e do Laicato IEAB

qui, 22/06/2017 - 12:32

“O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (1 Coríntios 13. 4-7).

Irmãos e Irmãs

Saudações em Cristo!

A Câmara Clerical e do Laicato acompanhou de perto os diversos eventos ocorridos na Diocese Anglicana de São Paulo e, como parte de nossa eclesiologia anglicana, uma igreja sinodal e bicameral, tem se feito representar e ouvir em todas instâncias sobre essas questões.

A Câmara Episcopal encaminhou a criação de uma comissão de reconciliação para tentar solucionar os problemas que tem afetado toda a igreja. Iremos acompanhar os trabalhos desta comissão, rogando a Deus que os guie e os abençoe nesse processo. De nossa parte já indicamos para compor a comissão o Revdo. Rodrigo Espiúca da Diocese Sul Ocidental e a Sra. Mary Joyce da Diocese Anglicana da Amazônia. Ainda não sabemos como a Comissão conduzirá os trabalhos.

Informamos que tão logo seja instalada, a CCL solicitará essa informação para o acompanhamento desta câmara. Como pessoas cristãs não podemos nos negar a reconciliação, pois, segundo o Apóstolo Paulo, esse ministério Cristo nos deu (2 Co. 5. 19), no entanto, entendemos que esse é um processo que envolve reciprocidade, escuta atenta, humildade, mudança de atitudes, reparação e perdão das pessoas envolvidas.

Pedimos aos irmãos e irmãs, desde já, que apoiem e coloquem essa comissão em suas orações para que a paz, a justiça e a confiança sejam restabelecidas na DASP e em nossa IEAB.

Santa Maria, 22 de junho de 2017

SR. Fernando H. Luiz

Presidente da Câmara Clerical e do Laicato (CCL) da IEAB

Mensagem Pastoral da Câmara Episcopal da IEAB ao seu Povo e ao seu Clero

qua, 21/06/2017 - 10:36

“Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; pelo contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor. Toda a lei se resume num só mandamento: “Ame o seu próximo como a si mesmo”. Gálatas 5:13,14

Às amadas irmãs e aos amados irmãos em Jesus Cristo, nosso Senhor: Paz!
A Câmara Episcopal da IEAB esteve reunida no dia19 de junho para avaliar a situação gerada pela disponibilidade canônica do Revdo Arthur Pereira Cavalcante.
Ouvimos a palavra do presidente da Câmara Clerical e do Laicato que nos trouxe uma carta a essa Câmara, expondo a situação e o contexto pastoral que envolve neste momento toda a Igreja Provincial

Imbuídos do desejo de contribuir para uma solução pastoral e que fortaleça nosso senso de pertença e comunhão, tanto em nível diocesano como provincial, construímos uma possibilidade de busca de um processo pastoral de reconciliação, apoiado pelo bispo diocesano da DASP e em acordo com a Câmara.

Propomos, então, a constituição de uma Comissão Provincial de Reconciliação composta por dois bispos, sendo um da Área II, e duas pessoas do clero e duas do laicato, indicadas pela Câmara Clerical e do Laicato, e as outras duas da Área Provincial II, indicadas pelos bispos.

A Comissão terá um prazo de 90 dias, podendo ser prorrogado por mais 30 dias, para concluir seus trabalhos.

Neste sentido será fundamental a anuência do Revdo. Arthur Cavalcante que será contatado pelo Bispo Primaz.

Enquanto isso, exortamos a Igreja ao exercício da longanimidade e da misericórdia. Que nunca nos falte a consciência do perdão que Deus tornou eficaz em nossas vidas.

E nos despedimos com a exortação do apóstolo Paulo, em Romanos 13:8 : “Não devam nada a ninguém, a não ser o amor de uns pelos outros, pois aquele que ama seu próximo tem cumprido a lei”

Porto Alegre, 19 de Junho de 2017

Dom Francisco de Assis da Silva – Diocese Sul Ocidental – Primaz da IEAB

Dom Naudal Alves Gomes – Diocese Anglicana de Curitiba

Dom Filadelfo Oliveira Neto – Diocese Anglicana do Rio de Janeiro

Dom Maurício Andrade – Diocese Anglicana de Brasília

Dom Renato Raatz – Diocese Anglicana de Pelotas

Dom Humberto Maiztegui – Diocese Meridional

Dom Flávio Irala – Diocese Anglicana de São Paulo

Dom João Câncio Peixoto – Diocese Anglicana do Recife

Dom Eduardo Coelho Grillo – Diocese Anglicana do Rio de Janeiro

Dom Clovis Erly Rodrigues – Emérito

Dom Orlando Santos de Oliveira – Emérito

Mensagem do Primaz para o Dia de Pentecostes

sab, 03/06/2017 - 17:24

Em Deus faremos proezas Sl 60,12

Esta expressão claramente assumida no Salmo 60, traduz para nós a confiança que precisamos ter em Deus para superarmos os tempos difíceis que enfrentamos como Igreja no Brasil.

Estamos cercados por uma gama de desafios que às vezes enfraquece a nossa confiança. Nosso povo tem sido confrontado com uma realidade que parece ter retornado das sombras para nos ameaçar de novo. O país vive dias desconfortáveis onde a confiança nas instituições está sendo corroída e a cada dia um novo escândalo toma conta do noticiário, expondo a vergonha e os crimes cometidos contra a dignidade de nosso povo.

No cenário internacional, não muito diferente do que ocorre aqui, líderes se dão o direito de desconhecer compromissos muito sérios com o cuidado do meio ambiente e com os direitos humanos, em nome de um pretenso progresso que só empurra a humanidade para o seu próprio fim e que se contenta apenas em expandir egoísmo e lucro.

Voltando ao nosso país e no interior de nossa Igreja temos vivenciado experiências dolorosas de dissensos em torno de questões de poder e de eclesiologia as quais nos subtraem tempo e recursos que deveriam estar sendo usados na missão de Deus e no serviço ao povo.

Nos sentimos como se estivéssemos naquela sala superior (conforme relato de Atos dos Apóstolos), reunidos, confusos, inseguros, paralisados. Trancados entre quatro paredes enquanto o mundo lá fora pulsa com suas necessidades. Mas Deus não nos quer paralisados! Ele nos quer sacudir e acordar para fazer de nós seus autênticos instrumentos de transformação.

O vento impetuoso que sacode a sala inteira é a força que nos pode impelir para abandonar nosso medo, nossa preocupação excessiva com nosso bem estar, com o poder, com as estruturas e fazer como Pedro fez: por-se de pé e falar!

Oro a Deus para que tenhamos essa coragem. Oro a Deus para que nos embriaguemos do Espírito e anunciemos, sem medo, as proezas que Deus realizou, realiza e realizará em nossa Igreja, em nosso país e no mundo inteiro. Para tanto, é essencial sentirmo-nos completamente livres.

Vem Espírito Santo e renova a Criação, a Igreja e cada um de nós. Afasta de nós o medo e dá-nos a coragem necessária para anunciar as proezas de Deus para toda a humanidade.

++Francisco, Santa Maria

Primaz do Brasil

Estandarte Cristão nº 1822

sex, 26/05/2017 - 07:07

A nova edição do Estandarte Cristão, cujo tema é “Unidade na Diversidade x Unidade na Adversidade”, pode ser lido, online, pelo link: https://issuu.com/ieab/docs/ec_1822_abr_2017. No canto inferior direito do leitor, ao lado da tecla +, é possível clicar em “fullscreen” para ver a revista em tela cheia.

O Estandarte Cristão nº 1822 também pode ser baixado, através deste link.

Divulgue e colabore, para reviver essa importante e tradicional publicação de nossa igreja!

SOUC 2017

ter, 23/05/2017 - 14:22
A busca da unidade ao longo de todo o ano Promovida mundialmente pelo Conselho Pontífice para Unidade dos Cristãos (CPUC) e pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI), a Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC) acontece em períodos diferentes nos dois hemisférios.

No hemisfério norte, o período tradicional para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC) é de 18 a 25 de janeiro. Essas datas foram propostas em 1908, por Paul Watson, pois cobriam o tempo entre as festas de São Pedro e São Paulo, e tinham, portanto, um significado simbólico. No hemisfério Sul, por sua vez, as Igrejas geralmente celebram a Semana de Oração no período de Pentecostes (como foi sugerido pelo movimento Fé e Ordem, em 1926), que também é um momento simbólico para a unidade da Igreja. No Brasil, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) lidera e coordena as iniciativas para a celebração da Semana em diversos estados. Levando em conta essa flexibilidade no que diz respeito à data, estimulamos a todos os cristãos, ao longo do ano, a expressar o grau de comunhão que as Igrejas já atingiram e a orar juntos por uma unidade cada vez mais plena, que é desejo do próprio Cristo. (Jo 17:21)
Semana de Oração (SOUC), edição 2017

Tem início, no dia 28 de maio, a Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC). Com o tema “Reconciliação: é o amor de Cristo que nos move – Celebração do 500° Aniversário da Reforma”, a ideia da SOUC para este ano é conclamar cristãos e cristãs, de todas as denominações, à unidade.


Brasil e Alemanha unidos na produção dos Cadernos O material da SOUC foi preparado pela Comissão Ecumênica Alemã, país considerado um dos berços da Reforma. A Comissão Ecumênica Alemã definiu dois destaques para a SOUC: 1) deveria haver uma celebração do amor e da graça de Deus, a “justificação da humanidade somente pela graça”, refletindo a ideia principal das Igrejas marcadas pela Reforma. 2) deveria ser reconhecida a dor das subsequentes e profundas divisões que afligiram a Igreja, assumindo abertamente as culpas e ofertando oportunidades para dar passos na direção da reconciliação. Depois, no Brasil, quem adaptou o material foi o regional do CONIC no Rio Grande do Sul. Oferta da Semana de Oração A oferta da SOUC simboliza o comprometimento das pessoas com o ecumenismo. É uma forma concreta de mostrar que acreditamos realmente na unidade dos cristãos (João 17:21). Os frutos das ofertas doadas ao longo da Semana são distribuídos, anualmente, da seguinte maneira: 40% para a representação regional do CONIC (onde houver), que é destinado a subsidiar reuniões e atividades ecumênicas locais, e 60% para o CONIC Nacional, para projetos de maior alcance. Vale lembrar que a oferta faz parte da celebração, logo, reserve um momento da liturgia para realizá-la. É um momento de gratidão pelas coisas boas que recebemos de Deus. Ofertas também poderão ser recolhidas nos encontros temáticos, durante a Semana. Conta para depósito da coleta:

Banco Bradesco
Agência: 0606-8
Conta Poupança: 112.888-4

Sempre que possível, faça depósito identificado: CNPJ: 00.721.266/0001-23.

Anteriores Semana de Oração, edição 2013: TEMA: ”O que Deus exige de nós?” Semana de Oração, edição 2014: TEMA: “Acaso Cristo está dividido?” Semana de Oração, edição 2015: TEMA: “Dá-nos um pouco da tua água.” Semana de Oração, edição 2016: TEMA: “Proclamai os altos feitos do Senhor.” Semana de Oração, edição 2017: TEMA: “Reconciliação: é o amor de Cristo que nos move.” texto de: http://www.conic.org.br/portal/semana-de-oracao

Dia Mundial de Oração para o Fim da Fome

qui, 18/05/2017 - 16:37

O 21 de maio 2017 foi declarado como o Dia Mundial de Oração para os/as afetados pela grave crises de fome que está acontecendo na região chamada de Chifre da África. O dia é liderado pelo Concílio Mundial das Igrejas e pela Conferência Pan-Africana de Igrejas. A Aliança Anglicana também se une para pedir às igrejas do mundo que se unam para participar neste dia de oração em resposta as situações de fome no mundo.

A ONU já disse que estas fomes serão as crises humanitárias maiores no mundo desde 1945, com mais que 20 milhões de pessoas em risco no Sudão do Sul, na Somália, na Nigéria e no Iêmen. E outros tantos milhões de pessoas estão afetadas pela seca severa e carência de comida na África do leste.

No capítulo 25 de Mateus, Jesus chama a Igreja para dar comida às pessoas com fome e servir os/as mais vulneráveis. Como igrejas no mundo, temos esta oportunidade nos unir independente da cultura ou costume para juntarmo-nos em oração firme e ação para ajudar os/as mais vulneráveis.

A Aliança Anglicana já está envolvida em coordenar apoio para a Igreja Episcopal no Sudão do Sul e oferecer comida e dinheiro para as famílias que enfrentam fome extrema. Também a Aliança Anglicana está fazendo conhecidas estas preocupações através das suas redes e o sítio de web elaborando sobre os riscos de fome no Iêmen, no nordeste da Nigéria, e nas regiões gerais do Leste, Central e Sul de África.

A Aliança Anglicana também forma parte de uma iniciativa internacional chamada “Renova Nosso Mundo” que é uma campanha a favor a energia renovável, agricultura sustentável, e pelas comunidades mais pobres do mundo. A Aliança continua pedir orações e ações de apoio.
Espera-se que este movimento mundial de oração provocará ação pratica e uma resposta urgente para a crise antes que piore. Enquanto o G7 reúne na Itália nos dias 26 a 27 de maio 2017, pede-se que as/os cristãos façam uma chamada de ação urgente por fazer conhecida sua participação no Dia Mundial de Oração e conscientizar sobre estas crises.

O Conselho Mundial das Igrejas e A Conferência Pan-Africana de Igrejas já afirmaram:
“Existe um grande perigo de que se não se mudar a rota, a resposta mundial a esta crises será extremamente inadequada e que não se pode evitar em sofrimento inimaginável e mortes. Cremos que as igrejas têm um papel profética em fazer a chamada para animar seus/uas membros/as, a sociedade geral, os governos e por fazer uma diferença durante este momento de sofrimento sem precedentes.”

‘Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram.’ Mateus 25:35

Recursos desta campanha estão disponíveis no sitio de World Vision: http://www.wvi.org/global-day-of-prayer

CONVITE

ter, 16/05/2017 - 11:28

Processo de Eleição Episcopal – DAA

qua, 26/04/2017 - 15:26

Belém-PA, 20 de abril de 2017. Aos irmãos da IEAB: Bispos, Reverendas e Reverendos, Ministras Leigas e Leigos Ao povo em Comunhão, A Paz e o Bem de nosso Deus!
Como é do conhecimento da IEAB, nosso Bispo Saulo Maurício de Barros solicitou resignação e foi concedida pela Câmara Episcopal e iniciamos o processo de Eleição para Bispa ou Bispo da Diocese Anglicana da Amazônia. Assim, durante o 11o Concílio Diocesano fora criado o Grupo de Trabalho, constituído pelo Conselho Diocesano e mais seis pessoas presentes no Concílio. Essa equipe reuniu-se recentemente para a elaboração do documento, em anexo, que norteará o processo.
Com a ajuda de Deus, Luz que ilumina a caminhada pastoral da nossa Diocese, contamos com a participação de vocês com orações e, ao mesmo tempo, com a divulgação desse documento a toda Província, de modo oferecer a oportunidade aos chamados ao ministério episcopal de apresentarem seus currículos, ou mesmo às comunidades de fazerem sugestões de possíveis candidatos. Também estamos abertos a sua colaboração através de sugestões, ideias e proposições, pois somos a Diocese caçula da Província brasileira, sendo esse processo uma etapa desafiadora para a nossa caminhada.
Enfim, nesse Tempo Pascal que se inicia, serão cinquenta dias em que a Igreja fará memória atualizante do Cristo Ressuscitado em meio às incertezas do mundo: a vida persiste e a morte é vencida pela fé, pela esperança e pelo amor. Como o “discípulo amado” (cf João 20:8): ver e crer é uma tarefa constante em nossa vida de discipulado; é Testemunhar com alegria o que nos é ensinado por nossa Tradição. A Igreja caminha porque crê e crendo anuncia a verdade do Evangelho de Jesus Cristo.
Ver e Crer, como “discípulas e discípulos amados de nosso Senhor Jesus Cristo”, nos torna aptos e corajosos para anunciar com amor, em terras amazônidas, a mensagem libertadora do Reino de Deus.
Feliz e abençoado Tempo Pascal! Abraço fraterno,
Revdo. Claudio Corrêa de Miranda – Presidente do Conselho Diocesano
Revdo. Sérgio Augusto Santos da Silva – Secretário do Conselho Diocesano DOCUMENTOS PARA DOWNLOAD PLANO-TRABALHO – Eleição Episcopal DAA e Carta à IEAB – corrigida

Processo de Eleição Episcopal – DAA

seg, 24/04/2017 - 10:56


Aos irmãos da IEAB:  Bispos, Reverendas e Reverendos, Ministras Leigas e Leigos, ao povo em Comunhão, a Paz e o Bem de nosso Deus!                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         Como é do conhecimento da IEAB, nosso Bispo Saulo Maurício de Barros resignou e iniciamos o processo de Eleição para Bispa ou Bispo da Diocese Anglicana da Amazônia. Assim, durante o 11º Concílio Diocesano fora criado o Grupo de Trabalho, constituído pelo Conselho Diocesano e mais seis pessoas presentes no Concílio. Essa equipe reuniu-se recentemente para a elaboração do documento, em anexo, que norteará o processo. Com a ajuda de Deus, Luz que ilumina a caminhada pastoral da nossa Diocese, contamos com a participação de vocês com orações e, ao mesmo tempo, com a divulgação desse documento a toda Província, de modo oferecer a oportunidade aos chamados ao ministério episcopal de apresentarem seus currículos, ou mesmo às comunidades de fazerem sugestões de possíveis candidatos.

Também estamos abertos a sua colaboração através de sugestões, ideias e proposições, pois somos a Diocese caçula da Província brasileira, sendo esse processo uma etapa desafiadora para a nossa caminhada. Enfim, nesse Tempo Pascal que se inicia, serão cinquenta dias em que a Igreja fará memória atualizante do Cristo Ressuscitado em meio às incertezas do mundo: a vida persiste e a morte é vencida pela fé, pela esperança e pelo amor. Como o “discípulo amado” (cf João 20:8): ver e crer é uma tarefa constante em nossa vida de discipulado; é Testemunhar com alegria o que nos é ensinado por nossa Tradição.

A Igreja caminha porque crê e crendo anuncia a verdade do Evangelho de Jesus Cristo. Ver e Crer, como “discípulas e discípulos amados de nosso Senhor Jesus Cristo”, nos torna aptos e corajosos para anunciar com amor, em terras amazônidas, a mensagem libertadora do Reino de Deus. Feliz e abençoado Tempo Pascal! Abraço fraterno,

Revdo. Claudio Corrêa de Miranda - Presidente do Conselho Diocesano

Revdo. Sérgio Augusto Santos da Silva - Secretário do Conselho Diocesano

DOCUMENTOS EM ANEXO:  Carta à IEAB e PLANO-TRABALHO – Eleição Episcopal DAA

66º Concílio da Diocese Sul-Ocidental

ter, 18/04/2017 - 13:26

125º Concílio da Diocese Meridional

ter, 18/04/2017 - 13:18

Programação para download disponível abaixo:

Programacao do 125 Concílio DM.

Mensagem Páscoa do Bispo Primaz

qui, 13/04/2017 - 15:25

O cerne da mensagem cristã e a força motora do testemunho do movimento de Jesus é a proclamação do Mistério Pascal. Nele se encerra a proclamação mais solene do poder de Deus sobre a morte: “Ele não está aqui” Mt 28:6

Vivemos tempos de medo. Aqui e ali, se multiplicam as ações de ódio e violência política arquitetadas por grupos radicais religiosos e motivados por políticos que exploram os sentimentos de xenofobia, racismo, e fundamentalismos.

Vivemos tempos de crescimento da exclusão de pessoas vulneráveis, vítimas de políticas que reafirmam a lógica de exploração de um capitalismo que só beneficia os mais ricos. Milhões sofrem de fome, enquanto alguns poucos acumulam riquezas de origem duvidosa em paraísos fiscais. Ou então desviam recursos essenciais para as políticas públicas através de ações criminosas. Ou ainda, usam do expediente da evasão de tributos para aumentar os seus ganhos.

Num cenário com essas contornos sofríveis, parece que ecoa e nosso coração, a fala de Jesus no momento mais doloroso de sua vida: Eloi, Eloi, lama sabactani! Sim, nos sentimos desamparados. Olhamos para um lado e para outro e nos sentimos completamente fragilizados.

No entanto, o mesmo Deus que “ressuscitou dos mortos a Jesus Cristo”, nas palavras do corajoso Pedro diante da multidão em Pentecostes, é o mesmo Deus que nos garante que as coisas que são derrubadas, serão levantadas e que os últimos, na escala do poder, precederão os poderosos no Reinado de Cristo.

Que nesta Semana Santa caminhemos lado a lado com Jesus experimentando as dores da injustiça, diante do poder da opressão religiosa e do poder imperial. Sejamos corajosos contra aquelas pessoas que lançam escárnios contra nós porque se acham vencedores. E quando chegar a hora em que o silêncio parece indicar o fim, exultemos pelo poder da ressurreição. Cristo nos antecede neste momento de vitória! E saberemos que a última palavra de Deus é a uma palavra de vida. E vida abundante!!
Nada resiste à luz da manhã que dissipa as trevas. A luz de Cristo brilha em nós e por isto nos tornamos testemunhas de seu Reinado sobre nós e sobre um mundo de paz e justiça para todos os seres. Só o poder da Ressurreição é que nos dá essa alegria e essa coragem.

Ergo meu espírito aos céus para honrar aos irmãos e irmãs que tem sido vítimas do ódio religioso. Das pessoas que tem sido martirizadas por causa de sua fé. Estendo meus pensamentos e orações para nossos irmãos e irmãs coptas que perderam a sua vida recentemente enquanto adoravam o Senhor, na cidade do Cairo. Que Cristo  os acolha na sua glória.

Que na aurora deste Domingo de Páscoa escutemos o Cristo dizendo a nós: Sou Eu; não temais!

Uma abençoada Páscoa a todo o povo de Deus!

Francisco de Assis da Silva

Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

Diocesano em Santa Maria

Carta Aberta sobre a Reforma da Previdência e Reforma Trabalhista

seg, 10/04/2017 - 13:48

Como Câmara Episcopal da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, manifestamos, por meio desta nossa preocupação através deste posicionamento profético e pastoral diante do Projeto de Reforma da Previdência (PEC 287/2016), Projeto de Reforma Trabalhista, e a recentemente aprovada Lei da Terceirização, questionada pelo Ministério Público no Supremo Tribunal Federal.

A Reforma da Previdência

O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) enviou para todas as igrejas membro um estudo feito pela ANIFP (Associação Nacional de Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil) e pelo DIESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), sob o título “Previdência: reformar para excluir?”. Neste estudo fica amplamente demonstrado que:

  1. A política de “austeridade econômica” que promove “o corte nos gastos públicos, sem poupar as políticas sociais e os investimentos, acompanhado por aumento das taxas de juros e por restrição severa do crédito, contribuiu para (…) uma depressão econômica”, com diminuição de contribuições para a Previdência Social.
  2. Que a ANFIP demonstra que “a Seguridade Social é superavitária mesmo com a crescente subtração das suas receitas pela incidência da Desvinculação das Receitas da União (DRU)(…) com as desonerações tributárias concedidas pela área econômica do governo sobre as suas principais fontes de financiamento”.
  3. Que aposentadoria por idade, 60 anos para a mulher e 65 anos para o homem, já está estabelecida no artigo 201 da Constituição de 1988, é que “atualmente 53% das aposentadorias são por idade, contra 29% por tempo de contribuição e 18% por invalidez”.
  4. Em caso da invalidez, o projeto exige “incapacidade permanente”, com 51% da remuneração mais um porcentual por ano contribuído, o que, além de deixar estas pessoas necessitadas em situação precária não ampara as vítimas de acidentes de trabalho ou a chamadas “doenças profissionais”.
  5. A não consideração de uma série de desigualdades como: entre homens e mulheres (sendo que as mulheres têm maiores dificuldades para encontrar emprego, com menor remuneração e, geralmente, dupla jornada); entre o meio rural e urbano (sendo que o benefício previdenciário tem permitido às pessoas a permanência no meio rural e tem apoiado o desenvolvimento a 88% dos municípios do país, com menos de 50 mil habitantes) e entre expectativa de vida e saúde (considerando as diferenças regionais, e as atividades laborais), entre outras.
  6. O fim da vinculação do piso da aposentadoria ao salário mínimo condenará à miséria a 28,3 milhões de pessoas que recebem benefícios diretos e suas famílias, além de mais 40 milhões de pessoas amparadas pelo seguro desemprego e outros benefícios.

O impacto de uma reforma desta índole para a Previdência Social do Brasil é desumano, cruel e devastador, com conseqüências que levarão para a miséria extrema a milhões de pessoas, e forçarão outros tantos milhões a trabalharem até sua morte, desamparando suas famílias. O Brasil que já destaca pela injusta distribuição da riqueza entre pessoas ricas e pobres verá aumentada esta desigualdade.

Reforma Trabalhista e flexibilização da negociação coletiva e terceirização

O mesmo estudo, antes mencionado, afirma que “liberação da terceirização, inclusive com a possibilidade de ‘terceirização em cadeia’ e intensificação da rotatividade, e a prevalência do negociado sobre o legislado apontam no sentido contrário, de enfraquecimento da remuneração do trabalho e de expansão das formas informais e ilegais de contratação”.

Quando a terceirização é aplicada a educação, saúde e segurança, servirá como caminho de evasão de responsabilidades públicas sobre estes setores, e o progressivo desamparo da população.

Por que nos manifestar

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, declara bem-aventuradas, as pessoas que tem “fome e sede de justiça” por que é elas serão fartas! (Mateus 5.9), e a Carta de Tiago nos lembra “Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz.” (3.18). Portanto, não podemos nos omitir diante desta tragédia humanitária que estas reformas promovem. Trata-se, pela sua simples proposição em um desrespeito e uma violenta ameaça para este país. Sinal de governantes ilegítimos que, não conseguindo defender esta agenda em um processo democrático com participação popular ampla, o fazem usurpando os poderes que pertencem ao conjunto de cidadãs e cidadãos do Brasil.

Cremos que, pela união das forças de todas as pessoas de boa vontade, este haverá reversão deste quadro. Conclamando assim à mobilização em favor dos direitos das pessoas trabalhadoras, da melhor condições de trabalho e do amparo justo especialmente para mais pobres e vulneráveis de nossa sociedade. Como poderemos ter paz, se promovemos a injustiça, a morte e a exclusão?

Rio de Janeiro, 05 de abril de 2017.

Dom Francisco de Assis da Silva, Bispo Primaz e Diocesano da Sul Ocidental

Dom Naudal Gomes, Bispo da Diocese Anglicana de Curitiba

Dom Filadelfo Oliveira, Bispo da Diocese Anglicana do Rio de Janeiro

Dom Mauricio Andrade, Bispo da Diocese Anglicana de Brasilia

Dom Saulo Barros, Bispo da Diocese Anglicana da Amazônia

Dom Renato Raatz, Bispo da Diocese Anglicana de Pelotas

Dom Flavio Irala, Bispo da Diocese Anglicana de São Paulo

Dom Humberto Maiztegui, Bispo da Diocese Meridional

Dom João Peixoto, Bispo da Diocese Anglicana do Recife

Dom Eduardo Grillo, Bispo Coadjuntor da Diocese Anglicana do Rio de Janeiro

Dom Clóvis Rodrigues, Emérito

Dom Almir dos Santos, Emérito

Dom Celso Franco, Emérito

CONTAGEM REGRESSIVA PARA O 34º SÍNODO & CONFELÍDER 2018

qui, 16/03/2017 - 19:08

1º Informativo 34º Sínodo Geral e Confelíder 2018 Brasília DF

O Conselho Executivo do Sínodo (CEXEC), em reunião do dia 14 de março de 2017, anunciou a escolha do local para a realização do 34º Sínodo Geral e Confelíder 2018: Centro de Convenções Instituto Israel Pinheiro . À beira do Lago Paranoá, o Centro de Convenções Israel Pinheiro (CCIP) tem 300 mil m² cercados de área verde e tranquilidade, garantindo total condição para o trabalho e lazer. Ao lado da Ermida Dom Bosco, o CCIP fica localizado a apenas 20 minutos do aeroporto, a 15 minutos do centro de Brasília e à altura da QL 32 do Lago Sul – renomado bairro de Brasília (Home page).

O Secretário Geral Reverendo Arthur Cavalcante e a Tesoureira Provincial Sra. Silvia Fernandes, entre os dias 21-23 de fevereiro, visitaram a Diocese Anglicana de Brasilia à convite do Bispo diocesano Dom Mauricio Andrade. Na ocasião tiveram uma reunião com um grupo aproximadamente de 15 pessoas que estarão apoiando integralmente aProvíncia do Brasil. Igualmente puderam conhecer o local do Sínodo e suas instalações.

O principal encontro da Igreja Anglicana ocorrerá entre os dias 30 de maio à 03 de junho de 2018, em Brasília/DF. É  prevista a presença de 114 pessoas (Bispos, Clérigos e Leigos). Também de pessoas convidadas de outras províncias anglicanas, parceiras de organizações internacionais de diaconia/serviço e ecumênicas.

O Sínodo de 2013 (Rio de Janeiro) apontou a Diocese Anglicana de Brasília (DAB) para sediar esse que é o grande evento da Igreja do Brasil. Será a primeira vez que um Sínodo Geral ocorrerá na chamada Área 3 da Igreja Episcopal que contempla uma grande região geográfica e também missionária: Diocese Anglicana do Recife, Diocese Anglicana de Brasília, Diocese Anglicana da Amazônia, além do Distrito Missionário Anglicano.

O Bispo Primaz Dom Francisco de Assis da Silva,  o Conselho Executivo do Sínodo e o Presidente da Câmara Clerical e do Laicato Sr. Fernando Luiz, conclamaram as Dioceses/Distrito para que durante a realização de seus Concílios em 2017, escolham suas Delegações/Suplentes junto ao Sínodo Geral. Essa escolha deverá atentar às novas regras da nova Constituição/Cânones Gerais. Tal iniciativa visa a diminuição dos custos na compra de passagens, das logísticas (locais e nacionais) e também na dinâmica da Secretaria Geral em sua missão de preparar provincianamente as Delegações e as Comissões/GTs.

O Secretário Geral Reverendo Arthur Cavalcante informou que serão realizadas consultas sobre sugestões  para o Tema e Lema  junto aos espaços de lideranças provinciais da IEAB. Essa consulta será sistematizada e  encaminhada para a Câmara Episcopal/Conselho Executivo para ser analisada e lançada durante as Reuniões Nacionais entre os dias 04-07 de abril (Rio de Janeiro).

REUNIÃO DA SECRETARIA GERAL COM A DIOCESE ANGLICANA DE BRASÍLIA  & CENTRO DE CONVENÇÕES ISRAEL PINHEIRO

08 Março: Dia Internacional da Mulher

ter, 07/03/2017 - 16:07

Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz.
Lucas 8:48

Neste Dia Internacional da Mulher, gostaria de chamar a atenção para a grande mobilização que está programada para acontecer em todo o país. Trata-se de uma marcha contra o desmonte do Estado Social, com consequências imediatas sobre a vida, o trabalho e o futuro das famílias brasileiras.

O país inteiro assiste ao espetáculo de redução de políticas sociais, do crescimento do desemprego, das propostas de alteração das regras de aposentadoria, aumentando ainda mais a desigualdade social e expondo ainda mais a vulnerabilidade das mulheres no contexto econômico social do país.

A Conferencia das Nações Unidas sobre o status da Mulher,  que se inicia nestes dias, tratará como tema o empoderamento econômico das mulheres.Em sua maioria, elas, no mundo,  dedicam-se a atividades econômicas na informalidade. Nesta condição, estão fora de qualquer plano de benefícios e direitos, constituindo uma massa trabalhadora barata, explorada e sem nenhum direito. Esta é mais uma violência cometida contra as mulheres. A nossa Provincia se fará representar nesta Conferencia ao lado de muitas anglicanas do mundo inteiro.

Por esta razão, a minha palavra hoje é na direção de que as mulheres brasileiras sejam encorajadas  mais e mais a assumir papel de protagonismo na luta por direitos. O exemplo das mulheres que ocuparam as ruas contra o Governo Trump, levando milhões de pessoas a protestarem contra políticas de exclusão e xenofobia, não deve ser esquecido. Foi um testemunho muito bonito da cidadania com rosto feminino.

As mulheres da IEAB precisam também demonstrar a sua força! Elas vivem o mesmo desafio de suas irmãs: afirmar-se como cidadãs plenas contra o machismo e contra a violência. E aos homens da IEAB eu recomendo que apoiem suas mulheres e sigam com elas aonde for necessário erguer a voz e as bandeiras da justiça e da igualdade! Seja isso na Igreja ou mesmo na rua! Isto porque os direitos das mulheres são direitos humanos!

As lutas das mulheres é a luta da Igreja. Não fazer nada é assumir lado; é colocar a lâmpada debaixo da cama, que não ilumina nada.

Convido as mulheres de nossa Igreja a se articular com os movimentos que estão sendo organizados em todo o país amanhã. Manifestações estão programadas praticamente em todos os estados. Façam a sua parte e transformem a vida da sociedade. Lembrem-se da mulher que teve a coragem de tocar o manto do Senhor. E Ele em resposta a essa coragem lhe disse: tem bom animo, filha, a tua fé te salvou!

Do vosso Primaz,

Francisco de Assis da Silva

Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

Diocesano em Santa Maria