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Lembrete Litúrgico: A Epifania


LEMBRETE LITÚRGICO: A EPIFANIA


“[...] o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (João 1.14)


Arthur Cavalcante*


               Fechamos a Quadra da Encarnação (Natal) e com a Festa da Epifania, no dia 06 de janeiro,  abrimos um momento rico no Calendário Cristão em sua proposta litúrgica. As origens da comemoração da Festa da Epifania parecem encontrar seu berço no Egito e antecede a comemoração do Natal (século IV).  O Livro de Oração Comum (LOC) enquadra essa Festa entre as Sete Festas Principais da Igreja Anglicana: Páscoa, Ascensão, Pentecostes, Trindade, Todos os Santos, Natividade e por fim, a Epifania.



               A Encarnação do Divino no Humano se manifestará ao Mundo (palavra grega=epiphaneia) de forma esplendorosa. A Coleta do LOC para o Dia da Epifania afirma que através de uma Estrela o Filho de Deus foi apresentado ao mundo. No Lecionário Anglicano em seus três ciclos (A, B e C) apontam parao trecho de Mateus 2.1-12, como Evangelho central para a Epifania. Nessa passagem é lembrando o encontro dos Magos do Oriente com o Menino Jesus e o conflito envolvendo o poder do Rei Herodes.



                Apesar da Festa da Epifania ocorrer numa data fixa, ela se estenderá liturgicamente por semanas e seus domingos serão dedicados aos sinais dessa manifestação divina junto à humanidade (teofanias) dentre os quais destacamos: o Batismo de Jesus Cristo (primeiro domingo depois da Epifania), o Milagre nas Bodas de Caná da Galiléia e a Transfiguração de Jesus Cristo (último domingo da Epifania/domingo anterior à Quarta-feira de Cinzas). Lembrando que o número de “domingos depois da Epifania” estará  sempre limitado pela Data da Páscoa (dia sempre móvel no calendário).



               Pastoralmente nós podemos aproveitar esse período (na Escola Bíblica, na Homilia e em  Grupos de Estudos) como oportunidade para trabalhar nossas “manifestações” como Povo de Deus na Sociedade.   Devemos valorizar a coerência entre a pregação do Evangelho e nossas ações, pois somos chamados para brilhar no meio das trevas e acrescentar um sabor diferenciado nesse mundo de Deus (Mateus 5.1-16).


 


Acesse o link para Recursos Litúrgicos: http://trindade.org/drupal/node/71 


*Arthur Cavalcante: é reitor da Paróquia da Santíssima Trindade